A justiça dos EUA fechou finalmente o caso do ataque terrorista através de cartas contendo antraz. Este episódio contribui muito para inflar os ânimos imediatamente após o 11 de setembro, quando a mídia norte-americana não poupou esforços para hostilizar Saddam Hussein e difamar os “malvados árabes”.
Assim se engana a humanidade
Depois de nove anos, o FBI e o ministério da justiça dos EUA fecharam finalmente a 19 de fevereiro a “extraordinariamente complexa” e provavelmente caríssima investigação sob nome Amerithrax. Dever-se-ia investigar a autoria das cartas contendo esporos de carbúnculo (antraz), através dos quais cinco pessoas morreram e 17 adoeceram. Enquanto terroristas islâmicos ou o Iraque eram responsabilizados, descobriu-se logo que provavelmente um funcionário do próprio Pentágono estava por trás do crime. Com o providencial suicídio deste principal acusado em 2008, o FBI foi salvo do fiasco e pôde declará-lo como único responsável.
O artigo abaixo foi publicado no blog Alles Schall und Rauch, na ocasião da morte de Bruce Ivins.

Após sete anos de investigação, o FBI chegou agora à conclusão que o principal suspeito no caso do Antraz é o perito em armas biológicas, Bruce E. Ivins, que trabalhava no laboratório militar para armas biológicas em Fort Detrick. Sim, trabalhava, pois ele acabou de cometer suicídio. Que providencial, agora pode-se considerar este ato como uma confissão, os arquivos fechados e o caso declarado como “solucionado”. Só que tudo indica, que tudo isso é mais uma ação de encobrimento, pois nada foi esclarecido. Ele cometeu suicídio?
O que fizeram as autoridades policiais ao longo de sete anos? Afinal de contas o FBI já sabia após as primeiras análises em outubro de 2001, que o antraz provinha dos militares norte-americanos.
Há motivos suficientes para o ceticismo sobre a notícia da morte “voluntária” de Bruce Ivins. Esta notícia nos alcançou somente um mês após o governo norte-americano ter pago uma indenização de 6 milhões de dólares a um outro especialista em armas biológicas, Steven Hatfill, pois seu nome e sua reputação foram destruídos devido o ministério da justiça tê-lo citado como suspeito, logo após o ataque com o antraz em 2001. Os norte-americanos e o mundo não têm mais confiança nas investigações das autoridades dos EUA. Os verdadeiros culpados são protegidos.
Aqui segue uma interessante declaração de um amigo de Ivis:
“Há vários anos eu era um bom amigo do Dr. Bruce Ivins. O FBI precisava de um bode expiatório, especialmente após Steven Hatfill, que eles chicanaram bastante, ter ganhado contra eles uma indenização de 5,2 milhões de dólares.
O novo diretor do FBI necessitava uma prisão neste caso. Por isso eles consideraram todos os cientistas em Fort Detrick e os interrogaram intensivamente.
Bruce era um cientista delicado, dócil e sensível. O FBI mostrou a sua filha depressiva, que foi internada em uma clínica psiquiátrica, fotos de vítimas de carbúnculo, e disseram que ‘seu pai fez isso’. Eles prometeram 2,5 milhões de dólares ao filho, se ele ‘traísse’ seu pai.
Bruce não podia se defender dessa constante chicana do FBI. Nós perdemos um pesquisador talentoso, para que o FBI pudesse fechar o caso…”
Ivins já era o terceiro cientista que o FBI queria imputar a culpa pelo ataque com antraz. Antes de Ivins e Hatfill, o primeiro acusado foi o Dr. Ayaad Assaad.
O que é interessante e muito suspeito, o FBI recebeu uma carta anônima já a 21 de setembro, onde Dr. Assaad era acusado de planejar o ataque com antraz. Como alguém poderia saber onde a primeira vítima de antraz, Robert Steve, que foi encaminhado a um hospital da Flórida somente a 2 de outubro de 2001 e a mídia soube disso somente a 3 de outubro? As primeiras cartas com antraz foram enviadas a 18 de setembro de 2001. Claramente os culpados queriam desviar a atenção para o Dr. Assaad, de origem árabe.

Carta com antraz enviada a Brokaw
Quem tem sempre interesse em apresentar os árabes como “bicho-papão”? Quem, pois bem? Quem quer que o mundo acredite que os árabes são assassinos, contra quem pode ser declarada uma guerra e podem simplesmente ser mortos? Existe somente um grupo que constantemente quer isso e que simularam o ataque terrorista encenado e culparam os árabes. À vista das claras pistas dos verdadeiros culpados por esse crime, o FBI nunca procurou dentro de suas próprias fileiras e alegados amigos.
O FBI está, de fato, diante de um quebra-cabeça e o caso está longe de ser solucionado. Deve-se voltar ao início e verificar novamente toda a cadeia de provas, pois as evidências contra Ivins apóiam-se somente em indícios aparentes. Os criminosos dentro das próprias fileiras ainda andam às soltas.
A questão que qualquer criminalista faz normalmente, mas que nunca foi feita, quem ganha com esses ataques com antraz, quem queria provocar medo na população, na mídia e em certos políticos, e assim colocar a culpa nos “malvados árabes”? Quem queria quem as pessoas em geram se voltassem contra os árabes e especialmente contra o Iraque? Me vêm à mente somente dois grupos, os Neocons e seu controlador, o Lobby.
Estaríamos errados em pensar ser este o mesmo Lobby que ordenou ao Mossad a eliminação de um funcionário do Hamas em Dubai? – NR.
O FBI foi levado a culpar a Al-Qaeda
Logo após o ataque com antraz em outubro de 2001, a Casa Branca insistiu que o chefe do FBI, Robert Mueller, provasse rapidamente a autoria dos ataques pela Al-Qaeda. Mas os investigadores excluíram isso de imediato.
Após a morte do redator de fotografia, Robert Steven, a 5 de outubro de 2001, Mueller foi repreendido duramente por Bush pelo fato de não ter ainda apresentado provas sobre a culpabilidade de Bin Laden em torno dos esporos de antraz.
“Eles queriam incondicionalmente culpar alguém do Oriente Médio”, contou um agente aposentado do FBI.
Apesar de saberem, o presidente bush anunciou a 15 de outubro de 2001 ao público “Poderia haver relações com Bin Laden” e acrescentou “Eu acredito que ele seria capaz”.
Vice-presidente Dick Cheney disse também na época, o bando de assassinos de Bin Laden teria sido treinado em “como se espalha e utiliza esta substância, ou seja, você podem tirar suas conclusões”.
Mas o FBI sabia nesta altura que o antraz enviado à mídia e a alguns senadores era material utilizado como arma biológica, proveniente de um laboratório militar dos EUA. “Nossos especialistas em Fort Detrick disseram rapidamente que ninguém pode produzir essa coisa em uma caverna, ela provem de nosso próprio laboratório”.
McCain e o antraz
A 18 de outubro de 2001, John McCain apareceu no programa de David Letterman. Lá ele afirmou que o ataque com antraz recai na conta de Saddam Hussein. Por isso ele falou já anteriormente sobre a necessidade da segunda fase, após a invasão do Afeganistão, o Iraque deveria ser atacado. Isso quer dizer que logo quando aconteceu o 11 de setembro, McCain já incitava contra o Iraque. Saddam Hussein não teve nada a ver nem com o 11/9, nem com o ataque com antraz. Tratava-se para os Neocons como McCain, Bush, Cheney etc, somente a há muito tempo planejada guerra contra o Iraque.
Abaixo segue um trecho do programa:
A mídia tomada totalmente pela histeria
Após o 11 de setembro de 2001, e especialmente após o ataque com antraz, não demorou muito e a mídia estava repleta de acusações contra Saddam Hussein e exigiam o bombardeio do Iraque.

O Wall Street Journal escreveu a 18 de outubro: “O mais provável fornecedor de antraz é Saddam Hussein”. E na mesma edição escreveu oex-diretor da CIA, James Woosley, como comentarista convidado: “O candidato mais provável envolvido com a Al-Qaeda, é o Iraque”. Richard Butler, ex-inspetor da ONU no final dos anos 90 acusou logo no mesmo dia no New York Times, foi o Iraque e afirmou: “Se os indícios mostram que o Iraque era o fornecedor do antraz, o qual foi enviado através do correio pelos terroristas, ninguém se surpreenderia”.
A edição de outubro do Weekly Standard mostrou um anúncio intitulado PROCURA-SE com duas fotos logo abaixo, uma de Osama Bin Laden e outra de Saddam Hussein. No editorial, o redator William Kristol assim como os citados políticos, consultores de segurança e outros falcões como Gary Bauer, William Bennet, Midge Decter, Francis Fukuyama, Frank Gaffney, Jeane Kirkpatrick, Charles Krauthammer, Martin Perezt, Richard Perle, Norman Podhoretz etc, exigiam: “Poderia ser que o governo iraquiano tenha prestado ajuda no recente ataque contra o EUA. Mas mesmo que não exista qualquer prova que relacione o Iraque com os ataques, então qualquer estratégia, que pretenda eliminar o terrorismo, tem que conter o afastamento de Saddam Hussein do Iraque”.
A 12 de outubro, o Times escreveu um artigo onde o Defense Policy Board, o qual tem como membros James Woolsey, Henry Kissinger, Harold Brown e James Schlesinger, era partidário de “eliminar” Saddam Hussein.
Embora não exista uma única prova que Saddam Hussein estivesse ligado à Al Qaeda, ou que ele tivesse algo a ver com o 11/9 ou o ataque com antraz, a mídia se atolou de mentiras dos provocadores da guerra que queriam atacar o Iraque de qualquer forma.
E? Ouve-se alguma desculpa por parte da mídia devido à sua divulgação de mentiras e acusações falsas, que foram decisivas para possibilitar o ataque ilegal contra o Iraque, onde até o momento 1,2 milhões de pessoas foram assassinadas? Existe um posicionamento correto ou pelo menos agora uma divulgação correta dos fatos?
Outro exemplo bastante elucidativo sobre instigação dos povos entre si por parte da mídia, pôde ser observada também no passado em diversas ocasiões. Assim que Hitler assumiu o poder, a imprensa sionista já clamava por um boicote econômico contra o Reich alemão – NR.
Por que justamente Robert Steven?
Uma pergunta que muitos fazem, por que justamente Robert Steven recebeu a primeira carta contendo antraz, ocasionando sua morte? Steven era redator fotográfico do jornal sensacionalista National Enquire, que muitas vezes tinha publicado anteriormente fotos escandalosas da filha do presidente, Jenna Bush, em situações comprometedoras.

Filha de Bush envolvida em escândalo
Para a família Bush as fotos foram muito constrangedoras, pois mostravam a filha do presidente completamente bêbada, com cigarro à mão e se agarrando no chão de um barzinho com outra garota. Quem mancha a reputação da família Bush é eliminado? O que significa uma vingança de Bush, pode ser constatado no Caso Plame.
Por que dois senadores foram ameaçados?
Justamente dois políticos dos democratas que criticaram o Patriot Act, receberam uma carta com antraz, justamente no momento anterior à votação da lei anti-terror. Que conveniente. Os influentes senadores Tom Daschle (Dakota do Sul) e Patrick Leahy (Vermonte) eram veementemente contra o Patriot Act, porque eles sabiam exatamente que isso levaria ao Estado Policial. Então, de repente, como se aparecesse do nada vieram essas cartas com antraz, cinco pessoas morreram, e vejam só, ele mudaram suas opiniões do dia para noite, param com sua resistência e votaram a favor da lei. O objetivo do governo Bush e de todas as forças de segurança dos EUA, aprovar o mais rápido possível esta lei, foi alcançado. Um claro motivo para isso.
Conhecimento prévio sobre o ataque com antraz
No início de setembro de 2001, os membros da Casa Branca, incluindo o presidente Bush e o vise-presidente Cheney, começaram a se proteger contra o antraz e tomaram o antibiótico Ciprofloxacin. Por que se deve proteger contra o carbúnculo, a não ser que se tenha conhecimento prévio sobre os acontecimentos que irão acontecer, como o ataque das cartas com antraz, e conhece o perigo?
E novamente se trata de negócios
Por causa de toda histeria do antraz, iniciada através do governo e da mídia nos EUA, houve naturalmente uma grande demanda pelo antibiótico. O ministério da defesa encomendou enorme quantidade dele. Cada soldado que era transportado para a guerra no Afeganistão ou Iraque, era vacinado contra carbúnculo. Agora, adivinhem a quem pertencia parcialmente a empresa BioPort, o fabricante exclusivo nos EUA da vacina contra antraz? Sim, não dá para acreditar, é novamente a família Bush, através de sua participação no Carlyle Group, através de George H. bush, pai do presidente. Quanto mais pânico era disseminado sobre os “terroristas” com antraz, mais lucro era realizado pelo sindicato do crime de Bush.
11/9 é uma mentira, eles mesmos fizeram
O ataque com antraz foi um caso típico de uma operação sob bandeira inimiga, a segunda logo após o 11 de setembro de 2001. Os criminosos fizeram de tudo para que parecesse que eram os “malvados terroristas árabes”. Com isso foi alcançado um estado de medo entre os norte-americanos e toda a fúria popular orientada contra o Islã.
Quem quer isso ao máximo? Somente aqueles que querem um estado Policial e uma guerra contra o Iraque… e uma contra o Hezbollah, e uma contra os palestinos, e uma contra a Síria, e agora uma contra o Irã!
Todo pano de fundo no caso dos ataques com antraz mostra que os acusados Bin Laden e Saddam Hussein nada tinham a ver com isso. O antraz proveio do laboratório militar norte-americano para armas biológicas do Fort Detrick, ou seja, insider contrabandearam o pó para fora e passaram a alguém que enviou então os envelopes pelo correio.
Desde o início tudo foi feito ao nível mais alto do governo norte-americano e por aqueles que aproveitaram da situação, para jogar a culpa nos malvados árabes, tudo com o apoio da mídia. O motivo foi justificar a “Guerra contra o Terror”, poder assaltar o Iraque e aprovar as leis do Estado Policial.
Com isto está provado que o 11/9 foi um ataque doméstico, encenado pelos círculos criminosos do aparato de poder dos EUA e pelos serviços secretos nacionais e internacionais, jogando a culpa nas costas dos árabes.
Alles Schall und Rauch, 05/08/2008.
