Norberto Toedter apresenta a outra face dos governantes aliados que procuraram de todas as formas aniquilar o Reich alemão. Além de suas cidades terem sido arrasadas através do bombardeamento insano da população civil, à Alemanha ainda foi imposta a culpa pelo conflito.
Já sei por que o número de mortos no bombardeio de Dresden em 1945 baixou agora de 250.000 para parcos 25.000 (segundo a TV alemã – veja ensaio 42). É a conclusão à qual chegou recentemente uma comissão de historiadores instalada pela prefeitura daquela cidade. Sem entrar no seu mérito cabe perguntar: Este “revisionismo” pode? Não é crime, como quer nosso deputado Itagiba?
Mas as revisões honestas, objetivas, justificadas continuam a pipocar, deixando os falsificadores da história da Segunda Guerra desnorteados. A verdade dos fatos começa a despontar por todos os lados. Por mais que os arquivos oficiais sejam mantidos sob sete chaves, outras fontes são exploradas e informações espantosas são encontradas.

Franklin D. Roosevelt, por exemplo, tinha um genro, Curtis B.Dall. Este genro escreveu um livro “FDR, meu sogro logrado” (publicado em Tübingen pela Grabert em 1975 sob o título alemão Amerikas Kriegspolitik). Este e muitos outros livros que ele relaciona caíram nas mãos de um pesquisador chamado Herbert Hoff. Encontrou informações sobre Roosevelt, Churchill e Stalin, descrevendo-os como servos a serviço da guerra. Hoff autoriza sua divulgação e tentarei sintetizá-las.
Franklin Delano Roosevelt
Presidente dos Estados Unidos de 1933 a 1945. Conta Dall (o genro) que em 1932 durante a campanha eleitoral Roosevelt teve a constante visita de Felix Frankfurter, Henry Morgenthau jr. e Bernard Baruch. Eram exatamente os homens que escolhiam os candidatos à presidência e vice-presidência, tanto para os Republicanos quanto para os Democratas. Para não ter erro. Como presidente passou logo a ser personalidade de destaque na política global, influenciada e dirigida por seus conselheiros e pelos representantes do poder financeiro. Seu genro o caracteriza como “escravo”. Quem cria o “estadista” são os homens atrás dos bastidores, que exercem o verdadeiro poder, fortemente apoiados pela imprensa. Entre os conselheiros de Roosevelt Bernard Baruch (antes da 1.Guerra possuía um milhão de dólares e quando terminou tinha duzentos milhões) ocupava o primeiro lugar. Financiava as despesas iniciais. O segundo em importância era o Prof. Felix Frankfurter, que se preocupava com o preenchimento dos principais cargos no governo. Foi ele próprio Secretário das Finanças.

Franklin Delano Roosevelt
Teria sido Baruch também quem tratou e desenvolveu os preparativos para a guerra. Desde 1934 insistia que fossem elaboradas leis para a mobilização do país. Fez com que as forças armadas fossem aumentadas, modernizadas e mecanizadas; criada uma frota para dois oceanos e que
se construíssem mais e mais aviões.
Consta que Roosevelt era totalmente despreparado em política internacional e descrito como egoísta, convencido, ambicioso e arrogante. Sob influência dos seus conselheiros conduziu seu país para a guerra. Assim como ele o fizeram os comandantes de outros dois países. Sobre o segundo falaremos na próxima semana.
Winston L. Churchill
Analisamos na semana passada as “eminências pardas” dos Estados Unidos, os homens que naqueles tempos comandavam o país por trás dos bastidores. Os candidatos à presidência e vice já eram (eram?) escolhidos antes das eleições, para ambos os partidos.

Winston L. Churchill
Hoje quero falar de uma figura do outro lado do Atlântico, talvez mais conhecida, que com a guerra se tornou emblemática até. O homem do sangue, suor e lágrimas. Lembram? Seu nome era Winston L. Churchill.
Churchill nascera em 1874, filho de lorde inglês com mãe norte-americana. Entrou para a política, mudou várias vezes de partido, ocupou vários cargos, pintou quadros sob pseudônimo, acabou escrevendo livros importantes. De 1929 a 1939 ficou sem cargo. Era meio que considerado um brilhante fracassado. Mas foi surpreendentemente resgatado deste ostracismo no início da Segunda Guerra, sendo nomeado Primeiro Lorde do Almirantado, assumindo poucos meses depois, em maio, o comando geral britânico como Primeiro Ministro.
Esta volta ao cenário talvez tenha explicação. Já durante a Primeira Guerra começara a desenvolver uma amizade com o Bernard Baruch (mais tarde conselheiro do Roosevelt). Quando Churchill se ligou à organização, chamada FOCUS (fazia na Inglaterra propaganda antinacionalsocialista) Baruch e seu colega Frankfurter passaram a lhe dar atenção especial. Churchill já fora socorrido financeiramente por Baruch na crise de 1929. Em 1938 voltou a se deparar com a insolvência, quando despencou o valor de ações americanas que possuía. Devia 18.000 libras ao seu corretor. No desespero colocou sua casa de campo à venda. Aí surgiu um dos ricaços da City londrina, Henry Strakosch, natural da Morávia, emprestando-lhe o necessário para resgate em três anos. Ninguém sabe a que condições. Teria sido um ato de generosidade, ou teria sido algo mais? Ajudou a cooptar Churchill a cerrar fileiras com aqueles que queriam a todo custo a guerra contra a Alemanha?
No verão europeu de 1939 começou uma grande campanha pró Churchill com a participação de quase toda a imprensa. Pouco antes do início da guerra recebeu provavelmente a visita do conselheiro presidencial americano Felix Frankfurter. Este esteve em Londres no mês de julho em visita mantida em extraordinário sigilo. Tudo indica que já esta oportunidade marcou o início de movimentada correspondência entre o presidente dos Estados Unidos e o ainda pouco expressivo deputado ao parlamento britânico.
Com mais esta breve descrição se descortina o entorno dos verdadeiros promotores da Segunda Guerra. Mas reservei para o próximo capítulo desta breve série o personagem mais interessante e surpreendente. São aspectos novos que vêm sendo revelados. Aumentam a confusão, mas todos confirmam que a Alemanha não tinha como escapar. Se correr o bicho pega, se parar…
Jossif Wissarionowitsch Stalin
Da “frente ocidental” pulamos agora para a “oriental” (ou será que era tudo uma panela só?). Temos ali a figura em evidência: Jossif Wissarionowitsch Stalin, na verdade Dschugaschwili.

Josef Stalin
Que o seu governo foi cruel e sanguinolento não é novidade para ninguém. Também já tem sido bastante comentado que a União Soviética, por ele dirigida, não foi aquela pobre e indefesa vítima de uma agressão perpetrada por Hitler em 22.6.1941. Era Stalin que já tinha concentrado uma enorme força de ataque ao longo da fronteira, quando foi surpreendido pela reação preventiva alemã (Viktor Suworow). Bem menos divulgado é o fato denunciado pelo pesquisador americano Antony Sutton em 1973 no seu livro National Suicide. Ali ele comprova a existência de um contrato secreto entre Stalin e Roosevelt acordado em 1938, através do qual este se comprometeu a suprir a União Soviética com uma longa lista de produtos estratégicos. O fornecimento começou em janeiro de 1939, portanto bem antes do início da Segunda Guerra. O acordo foi feito sem o consentimento do congresso americano e deixa claro que houve uma parceria planejada nos bastidores.
Mas quem era este poderoso líder soviético? Boris Baschanow, Ich war Stalins Sekretär (Eu fui Secretário de Stalin) Editora Lühe, Süderbrarup 1989, o descreveu como carente de educação e cultura, era mau orador, avesso à leitura e de poucos interesses. Então como se explicaria que um homem de tão parcos recursos tivesse atingido poderes tão absolutos? A resposta vem através de um livro de B. Uschkujnik, Paradoxie der Geschichte (Paradoxo da História), Editora Lühe, Süderbrarup 1986.
Ao tempo do Czar os judeus eram oprimidos na Rússia e, por conseqüência, quando da revolução comunista em 1917, engajaram-se em massa ao movimento. A Inteligentia judaica se colocou logo na condução do levante. A adesão imediata da massa de 1,5 milhão de colaboradores judeus foi até mesmo surpresa para os líderes bolchevistas. Na direção do partido eles assumiram papel preponderante. Segundo Baschanow, de 500 funcionários da alta administração soviética 83% eram judeus.
O mais interessante nestas revelações (Uschkujnik) é que este povo nada tem de semita, não era oriundo da Palestina, mas, isto sim, de uma região hoje chamada de Casaquistão, ao norte do Mar Negro e do Mar Cáspio. Eram os Khazars (não achei uma grafia correta em português). Por volta de 740 d.C. teriam adotado a religião judaica. Em fuga de Genghis Kahn se assentaram mais ao oeste (Rússia, Ucrânia, Polônia). Quem quiser maiores informações pode procurar também no Google por Arthur Koestler.
Voltando ao personagem deste ensaio. O povo dos Khazars tem o costume de entronar dois reis, um rei superior, KAGAN, de poder ilimitado e um BEK, vice-rei executivo. Quando os descendentes dos Khazars assumiram o poder na Rússia seguiram a tradição. Um dos poucos que nunca mudou seu nome foi Lasar Kaganowitsch (KAGAN= vide acima / OWITSCH = descendente). Foi escolhido secretário do partido e detinha o poder total, era KAGAN. Ele fez de Dschugaschwili, vulgo Stalin, o seu BEK. Colocou ainda três irmãos em altas posições e o seu primo Lawrentij Berija no comando da famosa polícia secreta. Os russos só reassumiram o poder com Chruschtschow, que derrubou o todo poderoso Kaganowitsch. O “ditador” Stalin, que casara com uma filha de Kaganowitsch, já havia tentado se revoltar, mas foi neutralizado por Berija, acabando por sofrer morte suspeita.
Encerro aqui esta pequena série que procurou mostrar bastidores e aquinações que conduziram à Segunda Guerra Mundial.
Norberto Toedter
Março de 2010
http://2a.guerra.zip.net, ensaios nr. 44-46.
