Nenhuma comunidade humana pode sobreviver quando seus membros não compartilham de um conjunto suficientemente grande de senso comum sobre os acontecimentos mundiais, sobre seus valores naturais e padrões de comportamento. Eu denomino este conjunto de corredor de consenso. Nele, a comunidade está à vontade consigo mesma. O consenso social é o poder absoluto.
A revolução capitalista trouxe à tona seu braço mais poderoso, a mídia. Os veículos da mídia são produtores de consenso, à medida que eles passam adiante aquilo que os consumidores de notícias devam acreditar como sendo a “dinâmica mundial”. Isto se compõe aparentemente de infinitos fatos e acontecimentos daquilo – se for de fato assim – que sempre uma pequena parcela de pessoas tenha como percepção própria. Cria-se aqui uma brecha na percepção, onde o engodo e a mentira podem se infiltrar.
A questão sobre o que seja considerado realmente “fatos e acontecimentos da dinâmica mundial”, nos leva a longas reflexões que não têm espaço aqui. No contexto analisado agora, tomamos as percepções mais ou menos vagas sobre estas questões que são disseminadas ao público em geral.
Faz parte das “conquistas” das Ciências Sociais ter descoberto, que quase todas as pessoas podem ser levadas a acreditar em quase tudo, se alguém conseguir lhes sugerir que quase todas as outras acreditam. Com isso, aquilo que é considerado como imparcial para a “verdade objetiva”, tornou-se um bem fabricável que aparece no mercado como produto. Da mesma forma como o gosto das pessoas ou a moda determina a forma dos sapatos que o fabricante leva ao mercado, também o interesse de compra determina a conteúdo e a forma das verdades do mercado. Mas aqui não são os consumidores (da mídia) que determinam a oferta, mas sim os barões do capital, que demandam certos consensos, os quais lhes asseguram seu domínio e suas empreitadas.
O entendimento do parágrafo acima é condição fundamental para qualquer medida que vise de facto modificar a situação vigente – NR.
O mercado da informação é o golpe institucionalizado. O consumidor é enganado sistematicamente quanto ao seu real propósito, que ele recebe não a verdade determinada segundo a boa vontade e consciência, não a opinião honesta do redator, mas sim recebe um mingau envenenado que é consumido sem restrições e que o leva ao fundo do poço.
Encontra-se entre os senhores da mídia e os consumidores apenas uma troca encenada. Na verdade acontece a entrega das cabeças ao funil de Nuremberg, que preenche a consciência com cenários fantasiosos. Trata-se aqui de crime organizado em sua forma mais nociva.
Na forma onde o poder do dinheiro se encontra cada vez mais nas mãos de poucos, onde os poucos barões do capital monopolizam a produção de consenso através da mídia. Sua falta de escrúpulos ultrapassa em muito a capacidade de imaginação da humanidade civilizada. As pessoas não podem pensar em algo tão ruim, ao tentar imaginar como eles atuam. Esta é a única segurança que os pilantras ainda possuem. As pessoas simplesmente não acreditam que a mentira possa ser tão grande. Apenas por causa disso eles ainda conseguem vender a mentira como verdade.
As mídias fazem guerra. O mundo sabe disso o mais tardar desde 1898, quando foi possível observar a guerra dos EUA contra a Espanha através de imagens das atrocidades, as quais – inventadas – foram atribuídas às autoridades espanholas de Cuba.
99% das informações divulgadas nos EUA provêm da fonte de notícias de apenas duas agências – AP e UPI. Ambas são controladas por judeus. [1]
Estas agências de notícias têm grande influência na determinação do conteúdo daquilo que “quase todos acreditam, que quase todos os outros acreditam”. Outras notícias que não “quase todos acreditam, que quase todos os outros acreditam”, não penetram no consciente coletivo. Os acontecimentos que existem fora dos canais estabelecidos não acontecem na “realidade”, quer dizer, eles não estão presentes no consciente coletivo e por isso não influem na formação da opinião pública. Eles acabam na “espiral do silêncio”.
As opiniões são formadas pelo New York Times e Washington Post. “Sua validade nacional de longa data foi conquistada menos devido sua presença por todo país, mas sim, mais por repetirem as avaliações das principais metrópoles e serem citadas desta forma. Seus editoriais e comentários, às vezes também alguns artigos são republicados em muitos jornais de outras regiões. Também está amarrada a divulgação de comentários políticos de pessoas famosas, os colunistas do sindicato político, como James Reston ou Tom Wicker do New York Times. De forma análoga são disponibilizados também longos artigos do jornal, de colunistas, caricaturas e cômicos, aos jornais locais.” [2]
As 5 maiores redes de jornais dos EUA controlam por todo país 25% da tiragem. [3] Com isso eles dominam a opinião.
Enquanto as inúmeras emissoras de rádio e televisão transmitem principalmente informações ao seu público, eles também estão dependentes do abastecimento por parte da AP e UPI. [4]
A produção de consenso determinada pelo interesse do capital não é mais aceitável. A primeira medida de uma legítima Assembleia do Reich será o confisco imediato dos bens das empresas de mídia particulares e sua transformação em cooperativas mediáticas. Como preparação a este passo, será apresentado neste livro as diretrizes para tal lei regulatória da mídia.
Horst Mahler
Reichsbuergerbrief 1/2004
O ativista político Horst Mahler encontra-se preso na Alemanha, condenado a uma pena de mais de 12 anos, o que para alguém de sua idade, significa prisão perpétua. Onde estão os indignados profissionais da mídia, onde está o sr. “Chico” Pinheiro, que se silenciam diante deste despotismo “ocidental”? Quem teve a oportunidade de ver a cara de um indignado William Bonner protestando contra a censura da opinião do ativista alemão? Mas como tudo na vida, um dia o vento vira! – NR.
[1] H. J. Kleinsteuber in Adams/Czempiel/Ostendorf/Shell/Spahn/Zöller – “Die Vereinigten Staaten von Amerika””, Campus Verlag, Frankfurt 1992, Bd. 1, S. 551
[2] H. J. Kleinsteuber in Adams u.a., a.a.O., S. 549
[2] H. J. Kleinsteuber in Adams u.a., a.a.O., S. 550
[2] H. J. Kleinsteuber in Adams u.a., a.a.O., S. 551
Artigo publicado pela primeira vez em nosso portal a 25/10/2012.