Discursos da Casa Branca
R. Senhoras e senhores, caros convidados. No início da minha apresentação, permitam-me citar o 58º presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em 27 de janeiro de 2017, por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, a Casa Branca divulgou a seguinte declaração (Trump 2017):
“É com o coração pesado e espírito compungido que relembramos e homenageamos as vítimas, os sobreviventes e os heróis do Holocausto. É impossível compreender plenamente a depravação e o horror infligidos a pessoas inocentes pelo terror nazista. No entanto, sabemos que, nas horas mais sombrias da humanidade, a luz brilha com mais intensidade. Ao recordarmos aqueles que morreram, somos profundamente gratos àqueles que arriscaram suas vidas para salvar os inocentes.
Em nome daqueles que pereceram, comprometo-me a fazer tudo o que estiver ao meu alcance, ao longo da minha presidência e da minha vida, para garantir que as forças do mal jamais voltem a derrotar os poderes do bem. Juntos, faremos com que o amor e a tolerância prevaleçam em todo o mundo.”
R: Para o nosso tema, as reações a essa declaração são mais reveladoras do que a própria declaração. Jonathan Greenblatt, chefe da Liga Antidifamação judaica, tuitou naquele mesmo dia que Trump sequer mencionou os judeus como vítimas do Holocausto [2], desencadeando, assim, uma enxurrada de ataques semelhantes ao presidente dos EUA por não ter mencionado expressamente os seis milhões de vítimas judaicas do Holocausto (ver Scott 2017).

Jonathan Greenblatt, o CEO da ADL
A Casa Branca rebateu, um dia depois, afirmando que não foram apenas judeus que morreram no Holocausto, mas que cinco milhões de gentios também foram mortos (Tapper 2017) — e que também merecem ser lembrados da mesma forma —, referindo-se a um artigo publicado dois anos antes (Ridley 2015). Isso, por sua vez, desencadeou uma série de ataques ao presidente e àquele artigo de 2015, alegando que o número de “cinco milhões de gentios” vítimas era falso e grosseiramente inflado. Entre eles, posso citar aqui a análise do *The Times of Israel* sobre esse número de mortos (Kampeas 2017; para mais detalhes, ver Scott 2017):
É uma afirmação que aparece frequentemente em declarações sobre a era nazista. Ela estava implícita em uma publicação no Facebook da unidade de porta-voz das Forças de Defesa de Israel na semana passada, por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. E foi reiterada em um artigo compartilhado pela Casa Banca de Trump em defesa de sua controversa declaração sobre o Holocausto — feita no mesmo dia — que omitia referências aos 6 milhões de vítimas judias. Trata-se, no entanto, de um número sem qualquer embasamento acadêmico. De fato, segundo pessoas próximas ao falecido caçador de nazistas Simon Wiesenthal — seu idealizador —, é um número que visava aumentar a empatia pelo sofrimento judaico, mas que agora é usado com mais frequência para obscurecê-lo.

Simon Wiesenthal
Na esteira da polêmica, os dois principais museus do Holocausto no mundo, em Washington e em Jerusalém [Yad Vashem], emitiram comunicados enfatizando o papel central do extermínio dos judeus para a compreensão do Holocausto; nenhum deles mencionou Trump.
O número “5 milhões” tem exasperado historiadores do Holocausto desde que Wiesenthal começou a divulgá-lo na década de 1970. Wiesenthal disse ao *Washington Post* em 1979: “Procurei, junto a líderes judaicos, não falar em 6 milhões de judeus mortos, mas sim em 11 milhões de civis mortos, incluindo 6 milhões de judeus”. Yehuda Bauer, um estudioso israelense do Holocausto que preside a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, disse ter alertado seu amigo Wiesenthal — falecido em 2005 — sobre a disseminação da falsa ideia de que o Holocausto fizera 11 milhões de vítimas: 6 milhões de judeus e 5 milhões de não judeus.
“Eu disse a ele: ‘Simon, você está mentindo'”, recordou Bauer em uma entrevista na terça-feira. “Ele respondeu: ‘Às vezes é preciso fazer isso para obter resultados em questões que você considera essenciais'”. Bauer e outros historiadores que conheceram Wiesenthal afirmaram que o caçador de nazistas lhes disse ter escolhido o número de 5 milhões cuidadosamente: ele queria um número grande o suficiente para atrair a atenção de não judeus que, de outra forma, poderiam não… …que de outra forma se importam com o sofrimento judaico, mas não maior do que o número real de judeus assassinados no Holocausto: 6 milhões.
A ideia pegou: o presidente Jimmy Carter, ao emitir a ordem executiva que estabeleceria o Museu Memorial do Holocausto dos EUA, referiu-se às “11 milhões de vítimas do Holocausto”.

Simon Wiesenthal
Deborah Lipstadt, professora de estudos sobre o Holocausto na Universidade Emory, em Atlanta, escreveu em 2011 sobre como esse número continua a prejudicar seus esforços para ensinar sobre o Holocausto:
“Participei de muitas cerimônias do Yom Hashoah — incluindo aquelas patrocinadas por sinagogas e comunidades judaicas — nas quais onze velas eram acesas”, escreveu ela em um artigo na *Jewish Review of Books*, no qual criticou duramente os padrões éticos de Wiesenthal. “Quando digo aos organizadores que eles estão praticando revisionismo histórico, suas reações variam do ceticismo à indignação. Pessoas que não conheço me repreenderam em cartas raivosas por focar ‘apenas’ nas mortes de judeus e ignorar os outros cinco milhões. Quando explico que esse número é simplesmente impreciso — na verdade, inventado —, elas ficam ainda mais convencidas do meu etnocentrismo e da minha incapacidade de sentir a dor de qualquer pessoa que não seja do meu próprio povo.”
P: Você está tentando nos dizer que um judeu proeminente inflou o número de vítimas do Holocausto para fins políticos?
R: Bem, afirmar tal coisa seria crime em vários países se as vítimas em questão fossem judias; mas, como não eram, não precisamos nos preocupar. Por enquanto, não estou tentando provar nada. Estou apenas apontando uma controvérsia em torno do número alegado de vítimas do Holocausto. Então relaxe, acomode-se, aperte o cinto e aproveite a jornada, pois há uma reviravolta na história! Ou duas, para ser preciso. Durante e logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, vários filmes de propaganda de guerra foram produzidos com o apoio — ou até mesmo sob o controle — do governo dos EUA. Nesses filmes de propaganda, há muitas referências aos milhares e até milhões de vítimas da barbárie nacional-socialista; no entanto, nenhum deles jamais aponta especificamente os judeus como as principais vítimas de um “Holocausto”. O mais notório desses filmes de propaganda intitulava-se Die Todesmühlen (Moinhos da Morte), concebido para o público alemão — e posteriormente exibido a ele — como uma ferramenta de reeducação baseada no choque e no impacto emocional. Mais tarde, foi lançada também uma versão em inglês (Death Mills). Ambos os filmes citam o número de 20 milhões de mortos decorrentes da perseguição nacional-socialista, sem fazer qualquer referência específica aos judeus; na verdade, referem-se a “todas as nações da Europa, de todas as crenças religiosas e de todas as convicções políticas” que haviam sido “condenadas por Hitler por serem antinazistas” (ibid., a partir de 1 min 59 s).
Este é apenas o exemplo mais notório. Há muitos outros que evidenciam que as estimativas do número de mortos decorrentes da perseguição nacional-socialista frequentemente superam em muito a marca de seis milhões, e que os judeus têm sido citados regularmente como apenas um entre vários grupos de vítimas (ver Scott 2017 para uma análise mais aprofundada). Essa questão não se resume a jornalistas e propagandistas inventando números exorbitantes. Em 2015, em um livro sobre a análise forense de locais de assassinatos em massa do Holocausto, uma arqueóloga britânica que trabalha há anos com os principais especialistas da área escreveu (Sturdy Colls 2015, p. 3, nota de rodapé): “O número exato de pessoas mortas durante o Holocausto permanece desconhecido. Alguns estudiosos sugeriram um número em torno de 11 milhões. Desses, estima-se que aproximadamente seis milhões de judeus tenham sido mortos, mas o número de ciganos (Roma), Sinti, pessoas com deficiência, presos políticos e outros mortos não pode ser estimado com total certeza.”
R: No entanto, ela não cita nenhuma fonte para essa afirmação.
P: Talvez ela tenha apenas repetido o que ouviu através da rede de informações de Wiesenthal?
R: Mas será que a informação vem mesmo de Wiesenthal? Curiosamente, o mesmo Museu do Holocausto de Washington que emitiu uma declaração sobre o texto de Trump — “enfatizando a centralidade do extermínio dos judeus para a compreensão do Holocausto” — havia anunciado em 2013, em um comunicado à imprensa, que suas pesquisas revelaram que “o Holocausto nazista pode ter ceifado até 20 milhões de vidas”, mantendo praticamente inalterado o número de 6 milhões de mortes de judeus (Day 2013). Isso significaria que até 14 milhões de não judeus morreram no Holocausto, e não apenas cinco.
Vale ressaltar também que 20 milhões não é o limite máximo das estimativas de mortes. Por exemplo, um artigo de 21 de setembro de 1992 do jornal diário mais prestigiado da Alemanha, o Frankfurter Allgemeine Zeitung (p. 13), ilustra de maneira muito útil o tipo de assunto que estamos tratando e os problemas a ele relacionados. O título do artigo pode ser traduzido como “Vestígios do crime; sapatos, sapatos, até mesmo sapatos de criança”. Trata-se de uma reportagem escrita por um jornalista sobre sua visita ao campo de concentração de Stutthof — transformado em museu —, localizado não muito longe de Danzig, na Polônia do pós-guerra. Em sua quarta frase, o autor afirma não conseguir imaginar a aparência de um campo de extermínio e fala em “instalações nas quais ‘6 milhões de judeus e um total de 26 milhões de detentos […] foram mortos'”. Temos, portanto, uma combinação do número geral de 20 milhões de vítimas mais os seis milhões de judeus.
Ao final de seu relato, o autor escreve que se viu diante dos “vestígios do genocídio mais brutal, das máquinas de matar mais modernas da época, do crime mais cruel da humanidade”. Ao colocar as coisas dessa maneira, um dos jornais mais conceituados do mundo apresentou sua definição do Holocausto. O extermínio de um total de 26 milhões de pessoas pelos nacional-socialistas, em máquinas de matar ultramodernas, é o crime mais cruel da história da humanidade.
P: Isso está ficando confuso. Afinal, quantas vítimas houve? Seis milhões de judeus mais alguns outros, ou onze no total, ou vinte, ou até mesmo vinte e seis milhões?
R: A confusão é exatamente o que se pretende aqui, e falarei sobre isso mais adiante. Peço apenas um pouco de paciência. Voltemos àquele artigo de jornal de 1992, pois ele contém mais um ponto que gostaria de destacar: o título do artigo insinua que a existência de sapatos comprova o crime. No entanto, uma pilha de sapatos, por si só, não prova nada além do fato de que alguém os colocou ali; afinal, as pilhas de roupas usadas e sapatos descartados que encontramos em campanhas de doação não provam que seus antigos donos foram assassinados.

Sapatos na vitrine em Auschwitz
P: Isso me faz lembrar de um episódio durante uma visita a Auschwitz de que me recordo muito bem. Eu estava percorrendo o museu, onde se pode ver, numa vitrine, uma daquelas famosas pilhas de sapatos (foto acima). O que me surpreendeu foi o fato de a vitrine estar aberta, com os funcionários do museu mostrando aos visitantes, sem
qualquer cerimônia, como os sapatos estavam dispostos: tratava-se simplesmente de uma tábua de madeira inclinada, com apenas uma camada de sapatos fixada nela. Era evidente que não passava de uma pilha falsa de sapatos (verdadeiros).
R: Isso é interessante. Em que época do ano você visitou o museu?
P: No inverno de 1991/1992.
R: Isso explica tudo. O Museu de Auschwitz recebe pouquíssimos visitantes no inverno, período em que realizam reformas e limpezas. Provavelmente, os funcionários se sentiam bastante à vontade naquela ocasião. Posso perguntar por que você escolheu uma estação tão inóspita para visitar aquele antigo campo de concentração?
P: Tínhamos parentes na Alta Silésia, não muito longe de Auschwitz, com quem passamos alguns dias durante a época do Natal daquele ano, e aproveitamos a oportunidade para fazer uma visita. Nossos parentes se recusaram a nos acompanhar até o campo. Após nosso retorno, ao falarmos sobre esse episódio, um velho amigo alemão da família nos contou que, depois da guerra, os alemães daquela região foram obrigados a recolher sapatos e entregá-los às autoridades do campo.

Sapatos de prisioneiros assassinados?
R: Veja só! Percebe-se que uma conversa como esta também pode ensinar várias coisas a quem fala. Devo dizer, no entanto, que pilhas de sapatos em campos de concentração alemães também podem ter explicações muito mais inocentes. Por exemplo, quando libertaram o campo de Majdanek, os soviéticos encontraram literalmente montanhas de sapatos, que foram imediatamente apontadas como prova do assassinato em massa de prisioneiros, conforme mostra a Ilustração 6 (Simonov 1944; ver também Pelt 2002, p. 155). Essa fotografia tem sido utilizada repetidamente, com qualidade cada vez menor e, por vezes, retocada. A falta de rigor de outros autores levou a equívocos. É o caso de Raimund Schnabel, por exemplo, que lhe atribuiu a seguinte legenda (Schnabel 1957, p. 244):
“Milhares de sapatos de prisioneiros assassinados em Auschwitz.”

Ou depósito de uma fábrica de sapatos?
Sapatos exibidos no Museu de Majdanek
(Parte deles destruídos em um incêndio em 2010)
R: O que causou menos alvoroço foi a correção apresentada décadas após a guerra por historiadores poloneses. Descobriu-se, de fato, que uma das empresas que empregava prisioneiros do campo de Majdanek havia instalado uma oficina no próprio campo onde sapatos usados eram consertados. As pilhas de sapatos encontradas pelos soviéticos eram o estoque dessa oficina (Marszałek 1969, p. 48). O historiador polonês Czesław Rajca, que trabalhou no Museu de Majdanek, afirma a esse respeito (Rajca 1992, p. 127):
“Presumia-se que essa [quantidade de sapatos] provinha de prisioneiros assassinados. Sabemos, por meio de documentos que vieram à tona posteriormente, que havia, em Majdanek, um depósito que recebia sapatos de outros campos.”
P: Você quer dizer que todos os objetos mostrados aos visitantes nos vários campos não provêm dos prisioneiros?
R: Não. Simplesmente quis ressaltar o fato de que, na atmosfera tensa dos meses finais da Segunda Guerra Mundial, as pessoas às vezes chegavam a conclusões que, mais tarde, revelavam-se errôneas. E você também deve estar ciente de que aquilo que a mídia lhe diz, o que os livros tentam lhe ensinar ou o que os museus lhe vendem como verdade não é, necessariamente, sempre toda a verdade e nada além da verdade.
Por exemplo, até hoje você verá, dentro do Museu de Majdanek, um edifício onde pilhas de sapatos, armazenadas em grandes contêineres de tela metálica, estão expostas (veja a Ilustração 5). Uma placa na entrada do edifício afirma que esses sapatos pertenciam “a vítimas da ‘Operação Reinhardt’”, que, segundo a narrativa ortodoxa do Holocausto, era o codinome para o extermínio em massa de judeus europeus pela Alemanha Nacional-Socialista. Muitos visitantes, portanto, tomarão essa exposição como prova de assassinato em massa.
Um museu voltado para informar os visitantes, em vez de fazer propaganda para eles, explicaria que esses sapatos foram retirados da oficina de sapateiro do campo (Schumacher-Werkstätte), situada exatamente em frente ao prédio onde estão expostos hoje; que esses sapatos foram reunidos de diversas fontes e trazidos para Majdanek para serem reformados e reutilizados; e que essa grande oficina também fabricava sapatos novos (veja Hunt 2014c, a partir de 50 min 2 s).
P: Você acabou de explicar o que o codinome “Operação Reinhardt” significa para a ortodoxia sobre o Holocausto. O que ele significa para você?
R: Os documentos existentes sobre essa questão indicam que essa operação foi um programa de confisco e reutilização de bens judaicos — portanto, uma operação de pilhagem de bens judaicos em grande escala, patrocinada pelo Estado. Mas não há evidências nessa documentação de que as vítimas desse roubo tenham sido assassinadas. Essa alegação é sustentada por outros meios. Voltarei a esse assunto mais tarde, com mais detalhes.
P: Então, esses sapatos expostos pertenceram, afinal, a pessoas que foram, de fato, vítimas dessa “Operação Reinhardt”.
R: Uma grande parte desses sapatos, possivelmente. A menos que tenhamos provas em contrário, os antigos proprietários foram apenas vítimas de roubo, e não de um assassinato cometido durante o roubo. De qualquer forma, à primeira vista, uma coleção de objetos deve ser considerada apenas pelo que prova: que alguém os reuniu. Tal coleção diz muito pouco sobre o destino dos antigos proprietários dos itens.
Retomando a questão das vítimas do Holocausto, a controvérsia gerada pela declaração de Trump mostrou que, para certos grupos de pressão, é considerado politicamente incorreto inflar o número de vítimas não judias do Holocausto, ao passo que todos nós devemos estar cientes de que é moralmente inaceitável — se não totalmente repreensível — subestimar, minimizar ou desvalorizar o número de vítimas judias do Holocausto.
É claro que também se pode colocar a questão de outra forma: embora hoje em dia se aceite que a vasta maioria das vítimas não judias do Holocausto — apontadas por muitas fontes convencionais — seja contestada, negar as vítimas judias do Holocausto é algo absolutamente proibido.
No fim das contas, tudo depende de quais números podem ser sustentados por fatos e evidências — ou, pelo menos, é isso que deveríamos esperar. Revisar drasticamente para baixo o número de vítimas não judias do Holocausto diante de novas evidências é aceitável. Isso não lhe trará problemas. Mas e se a situação fosse inversa? Seria também aceitável revisar drasticamente para baixo o número de vítimas judias do Holocausto, caso as evidências apontassem para isso?
P: Meu instinto me diz que isso é pouco provável.
R: Também fundamentarei essa sua intuição durante a minha apresentação. Mas essa sensação de desconforto não me impedirá de fazer o que precisa ser feito. Embora eu vá focar, na sequência, principalmente nas evidências relacionadas ao Holocausto judaico, alguns aspectos do Holocausto de não judeus também serão discutidos brevemente, para dar uma ideia de como — e em que medida — o número de mortos foi exagerado.
Assim, embora o número total de mortos do “Holocausto” seja algo incerto, temos, ainda assim, uma definição do que foi o “Holocausto” segundo a historiografia tradicional: o Holocausto, com sua maquinaria de extermínio perfeitamente ajustada, foi um crime singular contra a humanidade — voltado primordialmente contra os judeus. (E nunca se esqueça desse complemento essencial, ou você sofrerá as consequências!)
O problema que enfrentamos, no entanto, é a dificuldade de resgatar a verdade dos escombros de embelezamentos dramáticos e das camadas de exageros propagandísticos que foram acumulados sobre ela — algo que, aparentemente, não se limita apenas ao número e à distribuição das vítimas entre os diversos subgrupos populacionais.
Este artigo corresponde ao tópico 1.1 do Capítulo 1 das Lições sobre o Holocausto, escrito por Germar Rudolf e considerado uma das melhores obras revisionistas, com mais de 1.000 referências bibliográficas – NR.
